Bar do Bruno


Bar do Bruno

Escrito por Bruno Ribeiro às 16h34
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beliscando uma coisinha

DA SÉRIE ENTREVISTAS DE BUTECO - I
Mayra Bernava, 19 aninhos, Miss São Paulo de 2004. Eu adoro entrevista de miss, sobretudo quando são feitas na mesa do bar...  

Gosto às pampa das mina de Sampa!

Não é fácil ser eleita Miss São Paulo. Afinal, mora gente pra burro neste Estado. Mas difícil mesmo é entrevistar Mayra Bernava, a miss bandeirante, natural de Dracena (647 km a noroeste da capital paulista - Bar do Bruno também é cultura), que, ocupada, deu uma bela canseira neste repórter. Mas que bela canseira, é claro. A entrevista foi antes de a beldade paulista ser desbancada pela gaúcha.  

Bar do Bruno - Você torce para o Corinthians, Mayra? É por isso que você está me evitando?

Mayra Bernava - (risos) Sou corintiana sim!

Bar do Bruno - Eu não tenho a menor dúvida de que você será eleita Miss Brasil e Miss Universo. O que você planeja para depois que acabar seu mandato de Miss Universo?

Mayra - Ai... Eu não sei nem o que eu estou fazendo aqui!

Bar do Bruno - Pode deixar que eu te explico!

Mayra - (risos) Eu não queria participar do concurso, fui convidada... Eu fui com a certeza de que não seria eleita. Já vim com as malas prontas para voltar... E acabei ganhando! Fiquei muito surpresa*!

Bar do Bruno - Qual seu livro de cabeceira? Prometa que não vai dizer Pequeno Príncipe!

Mayra - (risos) Ah...Prometo!

Bar do Bruno - E tem alguém que você admire muito? Quer dizer, alguém mais além de mim!

Mayra - (risos) Eu admiro a Viviane Senna. Os trabalhos sociais dela são um verdadeiro exemplo para todos nós!

Bar do Bruno - Você não vai beber nada mesmo?

Mayra - Nãozinho. Mas podemos beliscar alguma coisinha. O que você sugere?

Bar do Bruno - (engasgando com o chopp) Mayra, Mayra...Não faz pergunta difícil, menina...

* Eu não fiquei surpreso.



Escrito por Bruno Ribeiro às 13h31
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Galo de Barcelos e Bacalhau

Ainda falando de Portugal. Foram eles, os portugueses, que acabaram fundando o botequim no Brasil. Abriram pequenos armazéns de secos e molhados, onde comia-se salame e bebia-se vinho, sentado em caixas vazias de bacalhau e uva. As mulheres faziam lá suas compras e os maridos aproveitavam para falar mal do time do Vasco com o Portuga. Estava nascendo o que hoje conhecemos como bar, buteco ou botequim. E em cada buteco português tem um galo de Barcelos. Já reparou? É este aqui ó:

A Lenda do Galo de Barcelos

Segundo consta, a mais antiga versão do milagre de Barcelos  deve-se a Domingos J. Pereira no seu livro Memória Histórica da Villa de Barcelos.

Eis, pois, a lenda:

Havia uma estalagem portuguesa que estava sempre apinhada de gente. Tal facto devia-se à beleza e simpatia da estalajadeira. Um dia, dois peregrinos galegos, pai e filho, passaram por ali. A estalajadeira deitou o olho ao filho e quis convencer o pai a ficarem mais tempo. O rapaz mostrou-se indiferente. Pai e filho acabaram por partir , mas entretanto, a rapariga tinha escondido uns talheres de prata na sacola do rapaz.

Quando já tinham caminhado um puco, apareceram-lhes uns homens a dizer que o rapaz estava preso. Ao querer saber o porquê, os homens tiraram a sacola ao rapaz e mostraram os talheres. O pai continuou a sua caminhada até São Tiago e o filho voltou para ser enforcado.

No dia aprazado para a execução, o pai regressou e foi pedir clemência ao juíz. O juíz virou-se para o homem e disse-lhe:

- só se este galo assado que vou comer, cantar.

De imediato, o galo levantou-se, sacudiu a salsa e começou a cantar.

O juiz correu até ao sítio da forca, mas já era tarde.

Ficou pois, a memória do cruzeiro, construído onde supostamente esteve a forca. Numa das faces aparece um homem enforcado, pendente de uma corda, com os pés a serem segurados por São Tiago. Na outra face, aparece o Sol, a Lua, Nossa Senhora e uma figura que parece ser a de São Bento. Ambas as faces têm no cimo uma cruz onde aparece a imagem de Cristo. Aparece também, em relevo, um galo. O galo de Barcelos.

E como diria o Romeu Santini, chega de prosa. Tomem nota. Esta é exclusiva do City Bar, mas pra ficar igual tem que treinar muito.

Bolinho de Bacalhau

Ingredientes:

• 300 g de batatas cozidas
• 500 g de bacalhau
• 1 colher de sopa de manteiga
• 2 colheres de sopa de queijo ralado
• 6 ovos
• Cebola
• Cheiro verde
• Pimenta

 

Modo de Preparo:

 

Cozinhe e limpe o bacalhau. Moa o bacalhau junto com as batatas, usando um pano de prato. Junte a manteiga, queijo, temperos e as gemas batidas. A seguir, coloque as claras batidas, unte os bolinhos e frite-os na gordura quente.



Escrito por Bruno Ribeiro às 17h52
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Foi Bonita a Festa, Pá

Quase meia-noite no Brasil. Abro uma garrafa de vinho do porto. Daqui há alguns minutos Portugal estará celebrando os 30 anos da Revolução dos Cravos. Sentado cá neste butiquim, faço um brinde à vocês, irmãos portugueses!

 

 

Curiosa sina, a do velho Portugal. Desbravou mares nunca dantes navegados, como escrevera seu poeta maior, trilhou caminhos outrora desconhecidos e se fez o primeiro grande império da época moderna. Passados séculos de uma história repleta de avanços e recuos – como toda a História, aliás - o destino parece lhe ter reservado uma nova surpresa: foi Portugal, e não outra nação européia, a colher as últimas flores da utopia revolucionária que habitou mentes e corações de homens e mulheres que viveram sob o signo de duas grandes revoluções contemporâneas: a Francesa, de 1789 e a Russa, de 1917. Em 25 de abril de 1974, há exatos 30 anos, os portugueses celebravam o fim da longa ditadura de Salazar. Inscrevia-se, em sua história, mais um belo episódio: a Revolução dos Cravos.

 

 

Doce, como convém ao povo português, a revolução não deixou um único morto. A adesão popular aos rebeldes das Forças Armadas foi tão grande que não houve tempo para que a ditadura reagisse. Lisboa estava tomada pelos socialistas.

 

 

A iniciativa partiu do próprio povo: alguém entregou um cravo vermelho à um soldado e o gesto se multiplicou. Um menino de seus cinco anos de idade ficou na ponta dos pés para colocar o cravo na boca de um fuzil e a revolução ganhava sua foto definitiva, reproduzida em todo o mundo e transformada em tema de cartazes como este:

 

 

Deixando de lado a nossa mal resolvida relação colonialista, dedicarei meu porre de hoje aos 30 anos da Revolução dos Cravos. E como diria o Walter Alfaiate: valeu pelos bolinhos de bacalhais também!

 



Escrito por Bruno Ribeiro às 23h32
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Samba, sempre samba

Samba, sempre samba. Sempre ele. Sábado sem samba é meio sábado. Neste momento escuto um dos melhores discos de samba já feitos no Brasil. Na minha opinião, é claro. Sempre que ouço "Martinho da Vila Isabel" sinto minhas raízes crescendo no chão brasileiro e minha alma voando para Aruanda. É lindo de viver. É de arrepiar. Dá-lhe cozinha! Quem não tem, que procure ter.

1  
Minha viola  
 
(Noel Rosa)
 
2  
Boa noite  
 
(Martinho da Vila)
• Nem a lua (Martinho-Noca-Charlote)
• Vem pro samba, meu amor (Diógenes)
• Quando o ensaio começar (Zé Branco-Lolote)
 
3  
Santo Antônio Padroeiro  
 
(Jorge King - Rodolpho)
 
4  
Na aba  
 
(Nei Silva - Trambique - Paulinho Correia)
 
5  
Rivalidade  
 
(Tuninho 70 - Jorge King - João Quadrado - Rodolpho)
 
6  
Pra tudo se acabar na quarta-feira  
 
(Martinho da Vila)
 
7  
Sempre a sonhar  
 
(Ruy Quaresma - Martinho da Vila)
 
8  
Fala mulato  
 
(Alcebíades Nogueira - Ataulfo Alves)
• Graça Divina (Martinho da Vila-Luiz Carlos da Vila)
• Renascer das cinzas (Martinho da Vila)
• No embalo da Vila (Martinho da Vila)
 
9  
Flor dos tempos  
 
(Ruy Quaresma - Nei Lopes)
 
10  
Paulo Brazão  
 
(Paulinho da Vila - Jorge King - Nely Miranda)
• Vila Isabel (Dunga)
 
11  
Sonho de um sonho  
 
(Tião Graúna - Rodolpho - Martinho da Vila)
 





Escrito por Bruno Ribeiro às 16h52
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Marvada

DA SÉRIE RÓTULOS DE CACHAÇA - II

Essa é da boa. É aquela que matou o padre.



Escrito por Bruno Ribeiro às 19h55
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pai dos burros

Ontem, saí da redação, peguei o viaduto Cury e fui imediatamente para o buteco da Estação Fepasa. Butecão antigo, de balcão sinuoso com tampo de mármore e azulejos portugueses na parede. O chão é de pastilhas. O prédio exala história por cada um de seus tijolos. Mesinhas de alumínio dão de cara para os trilhos. De repente passa um trem de carga, apitando. E eu bebo em uma cidade que já deixou de existir. Vou lá para encontrar gente que não sai de lá. Bons amigos.

Primeiro bebo com o Gaúcho, presidente da minha escola de samba, a G.R.E.S Vaiquemké. O enredo do carnaval do ano que vem vai ser "A importância do botequim na cultura do Brasil". Maravilha de tema. Pelo segundo ano consecutivo Gaúcho me convida a escrever o enredo. Neste ano homenageamos as mulheres; no próximo, os butecos. Esta é a minha escola!

Depois cruzo o professor Noel e a Sônia, duas pessoas que fazem este mundo valer a pena. Comem torresmo cascorão. E dá-lhe Brahma gelada. Não demorou para completar o time, chega Mouzar Benedito, jornalista, ex-Pasquim, o homem das 27 profissões e um underberg. Aí a conversa descambou pro surrealismo. Presenteou-me com seu livro "Pequeno Dicionário Analfabético de Abobrinhas". E ficamos tentando descobrir o significado de cada palavra.

- Vocês sabem o que é um cristão?

- Diz aí.

- É uma imagem grande de Cristo.

- ...

- E uma frente fria, vocês sabem?

- Nem.

- É uma mulher que só gosta de sexo anal.

- (eu e Noel em uníssino, para o balcão) Ô turco safado, desce mais uma que o papo tá ficando bom!

- E mexilhão? O que é um mexilhão?

- Ah, sei lá, porra!

- É um moleque pentelho, que adora mexer nas coisas dos outros. E bacharel?

- Bacharel?

- É o sujeito chegado numa baixaria...

- Putz!

- E Txucarramãe, o que é?

Nisso, o Gaúcho, três doses acima da média, gritou lá de dentro do banheiro:

- É a sua, ó velho!!!



Escrito por Bruno Ribeiro às 19h31
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Choro

Além do Santo Guerreiro, hoje também é aniversário de nascimento de Pixinguinha, pai da música popular brasileira e grande gênio do chorinho. Por conta dessa data especial, foi criado o Dia Nacional do Choro.

Sobre Pixinguinha escreveu um crítico:

"Se você tem 15 volumes para escrever sobre a história da música brasileira, esteja certo que é pouco; mas se você tiver que resumir esta história com uma palavra, escreva simplesmente Pixinguinha".

Hoje, em todo o Brasil, acontecem apresentações de choro. A Unicamp está com algumas oficinas e shows programados para a semana. O Choro Bandido com certeza deve tocar em algum botequim. E por falar em buteco...

Tem aquela famosa. Pixinguinha sempre foi bebum de marca maior. O médico, preocupado com a quantidade de pinga que o compositor estava ingerindo diariamente, foi até o buteco da esquina e pediu um ovo para o português. Bateu levemente com a casca na beira do balcão e jogou a gema dentro de um copo americano cheio da marvada.

- Esta gema é o teu fígado. Espera só pra tu ver o que acontece - orientou o médico ao Pixinguinha.

Depois de cinco ou dez minutos a gema do ovo estava enrugada e preta feito a cara assustada do músico. O médico, satisfeito com a reação do amigo, estufou o peito e perguntou-lhe então:

- E agora, meu velho, o que você vai deixar de fazer a partir de hoje?

- ...Eu juro que nunca mais vou colocar um ovo na boca!.. - respondeu sem pestanejar.



Escrito por Bruno Ribeiro às 08h31
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a esbórnia

Voltando da esbórnia, com a cabeça parecendo uma zabumba desafinada e o dia me apresentando seu cartão de visitas, vi esta cena antológica. Não me contive em registrá-la. Em primeiro plano está a Laika -não aquela que os russos mandaram para o espaço, mas a que toma conta da lanchonete Haiti, enquanto o China enche a cara de cinzano. Ao fundo está o Pudim de Pinga. Eu sei que é clichê, sei que é chavão, mas batizei a foto de "A Dama e o Vagabundo". Quem souber de um título melhor que deixe um comentário.



Escrito por Bruno Ribeiro às 20h15
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Marvada

DA SÉRIE RÓTULOS DE CACHAÇA - I

Que maravilha! Já não se fazem mais pitboys como antigamente...



Escrito por Bruno Ribeiro às 18h11
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Jogo das Moedas

DA SÉRIE JOGOS DE BUTECO - I

JOGO DAS MOEDAS

É jogado com três tampinhas de garrafa, moedas, botões ou outro objeto qualquer, mais ou menos do mesmo formato. O "campo" deve ser a mesa do buteco ou, de preferência, o balcão.

-Faça um "gol", com duas moedas ou com dois copos, do tamanho aproximado de três moedas em linha. A seguir, posicione duas moedas em linha, separadas entre si e a certa distancia da "meta" e a terceira moeda mais atrás.

-Impulsione esta moeda de modo que ela passe entre as duas. Convencione o número de jogadas necessárias antes de se "chutar a gol". A moeda deve sempre passar entre as outras duas, sem toca-las. Se tocar ou se não passar, perde-se a vez.

-Ganha quem marcar o gol, dentro do número de jogadas pré estabelecidas.

-A moeda deve ser impulsionada de forma a sempre passar entre outras duas, sem tocá-las, para que a jogada seja considerada válida.



Escrito por Bruno Ribeiro às 17h04
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lula açoriano e o crime das ostras

Buteco em Floripa. Da última vez que estive lá numa roda de samba no morro da Caixa - com direito a Velha Guarda da Copa Lord e versos improvisados da doce Jandira - encostei o umbigo no famoso balcão do Box 32, botequim tão simples quanto abusado. Trata-se de um verdadeiro bunda de fora: quem fica no balcão tá metade dentro e metade fora. As pessoas comem de pé, mas pagam caro por isto. Pra vocês terem uma idéia, a champanhe da casa (acompanha as ostras vivas do chef Barreiro) custa R$ 44. Estou falando só da champanhe, as ostras não saem por menos de R$ 50. Ou você vai preparado para meter a mão no bolso ou beba no armazém ao lado. Foi o que fiz.

De toda maneira, para não perder a viagem, consegui a receita com o proprietário da casa. Anotem e não percam:

Ostras Vivas
Chef Beto Barreiros (Box 32)

 

Ingredientes

 

-Uma dúzia de ostras vivas

-Sal grosso

-Limão

-Pimenta

-Pão francês fatiado

-Manteiga

 

Modo de preparo:

Primeiro: tenha ódio das ostras. Abra as pobrezinhas com a ajuda de uma faca especial. Aí começa o sadismo: pingue limão para ter certeza de que as ostras estão vivas. Se elas não morrerem de susto, devem se contrair de dor ao entrar em contato com o suco do limão. Em um prato fundo, faça uma cama de sal grosso para que elas sofram ainda mais. Distribua as ostras abertas em forma de pétala. Não tenha pena, as ostras vão para o céu. Sirva os cadáveres acompanhado de limão e pimenta. Beba champanhe, mas, pelamordedeus, nada de Cidra Cereser. Depois de mortas, as bichinhas ficam assim:

 

 

 

Agora a coluna social do Box 32. Nosso presidente boêmio -que também tem calo no cotovelo- passou por lá e bebemos juntos. Afinal, a cachaça ainda é quase de graça nesse país. No final, rachamos a conta, como dois bons socialistas. Eu disse socialista? Bom, deixa pra lá. Lula comeu seu homônimo sem culpa. Depois de três doses de Moeda Velha (a caninha, não o meu salário), a confusão foi geral e eu estava chamando urubu de meu louro. Confira nas fotos. O presidente Lula é este de chapéu:

 

 

 

Agora sim: isto é um lula açoriano (foto abaixo). Muito mais vermelho, reparem:

 

 

 

Também beberam por lá o pessoal do Titãs, como comprova a foto a seguir. A gente não quer só comida? Pra cantar é uma bandinha, mas pra comer parece uma orquestra!

 

 

 

 



Escrito por Bruno Ribeiro às 21h53
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Bar Esperança

Um dos meus filmes preferidos, Bar Esperança praticamente desapareceu das vídeo-locadoras. Não consigo encontrar de jeito nenhum esta preciosidade do Hugo Carvana. O filme me faz lembrar do Bar Esperança campineiro, que existiu de 1991 a 1995 no Centro Cultural Victória. Foi em uma daquelas mesinhas de madeira que debutei na arte da boemia.
 
Ainda não me acostumei com o descaso do brasileiro em relação ao seu próprio cinema. Um dia perguntei para o rapazinho da 100% se eles tinham Bar Esperança e ele me disse que o filme era muito antigo para constar no catálogo da locadora. Um filme de 1983 é muito antigo. Eu tinha só 7 anos de idade naquela época. Acho que estou ficando velho.
 
Vai breve sinopse:
 
O Bar Esperança é o ponto de encontro predileto. Para lá vão religiosamente Ana, atriz de teatro e televisão casada com Zeca, autor de peças que se demite da televisão por não aguentar mais o esquema imposto: o artista plástico Valfrido Salvador, o jornalista boêmio lvan Guerra, Profeta, também jornalista: a pesquisadora Nina e também Cabelinho, Cotinha, Tuca , Passarinho além de Dona Esperança , a dona do Bar e muitos outros. Uma coragem de personagens loucos, engraçados, brilhantes, como as lembranças que fazem o cenário do Bar Esperança.
 

Ficha Técnica:

Título Original: Bar Esperança
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 120 min
Ano de Lançamento (Brasil): 1983
Distribuição: Embrafilme
Direção: 
Hugo Carvana
Roteiro: Armando Costa, Denise Bandeira, Euclydes Marinho, Hugo Carvana e Martha Alencar
Produção: Centro de Produção e Comunicação, Marca Cinematográfica e Embrafilme
Música: Tomás Improta
Fotografia: Edgar Moura
Cenário: Mário Monteiro
Figurino: Rita Murtinho
Edição: Lael Rodrigues
Letreiros: Ruy de Oliveira
 
Elenco:
 
Marília Pera (Ana Morena)
Hugo Carvana (Zeca)
Paulo Cesar Pereio (Cabelinho)
Daniel Filho (Arnaldo)
Antônio Pedro (Passarinho)
Louise Cardoso (Nina)
Nelson Dantas (Ivan)
Sylvia Bandeira (Cotinha)
Wilson Grey (Profeta)

Em tempo: se alguém souber da existência deste filme em algum lugar, favor informar. Podendo fazer uma cópia pirata melhor ainda.



Escrito por Bruno Ribeiro às 19h11
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96 anos do mercadão

No sábado, o Mercadão de Campinas completou 96 anos. Só lá a gente encontra coisas como canivete de osso, rolo de fumo, imagem de São Gonçalo, bolinho de arroz egípcio, gavião empalhado, ratoeira, penico, espiriteira, chapéu de feltro com peninha verde no topo. Como de praxe, o aniversário contou com roda de samba do Quarteto de Cordas Vocais e sorteio de frutas, verduras e legumes.

Beliscamos moela nas mesinhas de alumínio do Bar do Pachola, o mais antigo da cidade. O pé-sujo abriu suas portas em 1908 e até hoje está funcionando a todo vapor. E põe vapor nisso. Lá pelas quatro da tarde eu continuava lá com meu cumpadre Alfredo Castro, curtindo a sauna do Pachola. Três doses acima da média, re-começamos o samba.

- Isto sim que é spa - definiu o Alfredão, envolto no vapor da panela de rabada - a gente come à vontade e vai suando o colesterol no próprio local.

O sujeito, no caso, precisa querer manter o peso. Falei e disse. A foto do Mercado não deixa ver o vaporoso Pachola, à direita de quem entra pela entrada principal.

 

 



Escrito por Bruno Ribeiro às 12h59
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surubim na pedra

Estou indo tomar uma no Bar do Pachola, no Mercado Municipal. Aproveito para comprar os ingredientes do surubim na pedra que estou pensando em comer ainda hoje. Segue a receita.

 

 

Surubim na pedra


500 gramas de filé de surubim
1 colher de sopa de margarina
sal a gosto
2 tomates verdes cortados em cubos grandes
20 gramas de cebolas em rodelas
20 gramas de pimentão verde
1 xícara de caldo de peixe
farinha de trigo
20 gramas de tempero cajun (encontrado na banca de ervas do Mercadão)

 

Preparo (para 3 pessoas):

 

-Numa frigideira anti-aderente doure o peixe já temperado com sal depois de polvilhar o lado mais bonito com farinha de trigo e já ter a margarina bem quente na frigideira;


-Vire o filé, acrescente o tomate a cebola o pimentão e o caldo. Polvilhe o tempero cajun sobre todos os ingredientes. Cozinhe até o peixe ficar macio.

 

-Retire e sirva como tira-gosto. Acompanha muitas garrafas de Brahma estupidamente geladas.



Escrito por Bruno Ribeiro às 09h42
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